terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

CARTA AOS ESTUDANTES

A JPS Amazonas, uma das principais construtoras do 13º CONUMES de Manaus, vem por meio desta reafirmar suas concepções referentes ao Movimento Estudantil brasileiro, Amazonense e local.
Defender a Educação Pública, gratuita e de qualidade inquestionável, é e sempre foi a principal bandeira desta juventude, como também as políticas públicas de acesso e permanência do jovem estudante neste sistema de educação.
Como defensora permanente da democracia a JPS entende que o espaço escolar e universitário deve ser o espelho da sociedade, a forma que formará o ambiente externo democrático essencial para o desenvolvimento do Brasil.
A JPS entende ainda que é imprescindível que os partidos políticos possam com seus militantes integrar-se às entidades estudantis, por serem, esses representantes das várias correntes ideológicas existentes. Porém, os partidos são instrumentos da sociedade, e devem ser usados por ela, não cooptando entidades dos movimentos sociais.
A União Nacional dos Estudantes “UNE” e a “UBES” historicamente lutam para assegurar direitos aos seguimentos estudantis e foram exemplo de resistência ao período obscuro da história brasileira, a ditadura militar, consolidaram-se nesse processo como a principal liderança dos movimentos sociais.
Hoje essas entidades não refletem nem de longe o nível de independência política que tiveram há 03 décadas.
No passado a UBES e UNE lutaram na campanha “O petróleo é nosso” e pela criação de uma empresa estatal para administrar nossas riquezas naturais.
No presente as entidades defendem que a verdade dos fatos seja escondida, impedindo a fiscalização democrática de direito do povo brasileiro, em uma empresa tão importante como a PETROBRAS.
No passado essas entidades defendiam a universidade pública, gratuita e com qualidade.
No presente defendem medidas emergenciais apenas, aplaudem que o dinheiro público seja entregue à universidade privada, como se faz no PROUNI.
No passado esta entidade derrubou um presidente por atos de corrupção bem menores que os atos do Governo atual, a quem defendem fervorosamente.
No Amazonas multidões reuniram-se nas ruas, avenidas e praças para reivindicar a meia passagem como política de acesso à educação de estudante da capital.
Atualmente as mesmas entidades que tanto lutaram pela meia passagem, estão caladas diante dos desmandos do prefeito retrógrado Amazonino Mendes.
Milhares de estudantes foram saqueados do seu direito constitucional de acesso à educação, e ainda assim as principais lideranças da UMES Manaus viram-se em reuniões com o prefeito, articulando a aprovação do projeto de lei imoral e excludente da prefeitura.
As propostas desta entidade no seu 13º congresso foram tão revolucionárias e transformadoras, que se tornaram capazes inclusive de derrotar a oligarquia que dominava a UMES de Manaus há 20 anos.
A UBES e UNE, e suas entidades regionais mudaram, abandonaram suas antigas defesas éticas.
A JPS Brasil e Amazonas sente-se neste momento, obrigada por seus deveres com o jovem e estudante a abandonar estas entidades, porque não pode mudar, se não, para aprimoramento.
Não mudará porque permanece na defesa das causas.
Manaus, 23 de fevereiro de 2010.

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